DivertidaMente

divertidamente

BBB é um show de realidade. E por realidade, espera-se emoções.

Tudo que se quer num reality é se emocionar com algum participante, situação ou amizade que surja diante de nossos olhos.

Mas você sabe quem são as emoções que mexem com o humor e comportamento do público e participantes?

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Medo

Esse é o Medo. É o sentimento responsável pelo nosso instinto de proteção.

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O Medo é importante pra nos afastar do perigo.

É ele que nos impede de andar no alto de um prédio, nadar com tubarões ou parar pra olhar o Paparazzo da Adélia.

Tem gente que adora sentir Medo assistindo algum filme de terror. Outros enchem a boca pra dizer que não tem Medo de nada. Mas no fundo, vivem fugindo de confrontos.

Todo mundo tem que ter Medo, é ele quem toma conta de nós.

Mas alguns participantes se deixam tomar por verdadeiro pavor de parar no paredão, vendendo o amigo ou oferecendo a namorada em troca de fugir desse Medo.

Participantes assim, não ganham o BBB.

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Raiva

Essa é a Raiva. Aquele momento de fúria que nos faz agir sem pensar.

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Raiva é aquele sentimento que aparece quando estamos presos em algum engarrafamento, quando nosso time leva um gol ou quando temos que ligar pro serviço de atendimento da sua operadora de celular.

É ela que nos faz forte, mas é ela que nos faz tolos.

As outras emoções são muito boazinhas, cheias de mimimi, só a Raiva nos faz dizer as reais verdades que pensamos sobre tudo.

Com a Raiva ficamos corajosos e verdadeiros.

Mas quem se deixar tomar de vez por esse sentimento, pode acabar cometendo atos que irá se arrepender depois.

Participantes que perderem o tom, acabam fazendo alguma besteira e não ganham o BBB.

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Repulsa

Essa é a Repulsa. Sentimento de nojinho que nos evita de experimentar algo ruim.

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Esse sentimento aparece desde julgamentos de moral, ou até em objetos com cheiro estranho. É ela quem nos afasta de querer pegar o Dado Dolabella.

A vida é cheia de escolhas, o trabalho da Repulsa é nos fazer fugir das opções erradas.

A Repulsa tem um senso crítico elevadíssimo, a função dela é evitar que você cometa algum preconceito, vista roupas bregas ou escute Latino.

As outras emoções são muito frouxas e aceitam ceder ou abaixar o nível em alguns momentos. Só a Repulsa nos mantém com classe.

O problema é quando algum participante esquece esse sentimento em casa, e acaba gerando Repulsa em quem o assiste no BBB.

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Criatividade

Essa é a Criatividade. Uma entidade que nos faz sonhar com coisas inexistentes.

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É aquele sentimento de imaginação que nos faz criar um mundo paralelo que nos deixe mais felizes. Nos leva para o mundo da fantasia.

A Criatividade se manifesta quando estamos insatisfeitos com a realidade.

Amigos imaginários, falsas esperanças ou boneca de vassoura na final do BBB. A criatividade surge quando a realidade não agrada.

É assustador ver parte do público sonhando com algo imaginário.

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E por fim, temos os dois sentimentos mais importantes dos seres humanos.

A Alegria e a Tristeza.

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No espetacular Divertida Mente são essas duas emoções que conduzem toda a história do filme.

Porque ambas tem sua importância, funções básicas e se equilibram de forma complementar.

No BBB, não foi diferente. Não por isso, que nossas duas finalistas representaram um pouco de cada um desses sentimentos.

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O xis da questão, foi o tom que cada uma delas apresentou suas emoções.

Tristeza

Essa é a Tristeza. Sentimento que te puxa pra baixo, mas te ajuda a crescer.

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Baixinha, gordinha e desajustada, a Tristeza não tem nenhuma confiança em si própria.

Sempre pessimista, ela segue tateando pelo caminho mais difícil, sem saber onde seu real potencial poderia levá-la.

Tudo na vida, se aprende com derrotas. É a Tristeza que nos faz amadurecer.

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A Tristeza não julga, ela apenas emite um sentimento de insatisfação com algo, alguém ou a si próprio.

Ela serve pra nos fazer mudar. Melhorar. É um trabalho sujo que alguém tem que fazer.

O grande problema é o equilíbrio da coisa.

As pessoas em casa ligam a TV querendo se divertir. Ninguém vai se sentir entretido com excesso de drama.

BBB é um jogo de vender uma imagem. E definitivamente, não é a Tristeza que vai conquistar popularidade.

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Alegria

E por fim, temos a Alegria. Sentimento que deixa tudo pra cima e encantador.

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Jovem, esbelta e linda, a Alegria tem todo perfil estético necessário para nos seduzir.

Ela sabe que todo mundo gosta dela. Com a auto confiança de quem passa a tarde besuntada de dora-pelos ao lado do seu pretendente libanês, a Alegria se garante.

E quando chega na hora da festa, ela extravasa.

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A Alegria enxerga tudo pelo lado positivo.

Se a amiga foi embora, bebe-se em dobro pelas duas. Se o brasileiro não te quis, arrume um gringo que cair do céu. Se o amigo virou ciumento, dance com ele na balada.

Mas se a Tristeza bater na sua porta, você não é obrigada.

No final, todo mundo quer sempre ser feliz. E vender Alegria é a melhor maneira de cativar o público de casa.

Todo mundo precisa de Medo, Raiva, Repulsa, Criatividade e Tristeza, mas só a Alegria que é a grande estrela da festa.

Alegria é sinônimo de diversão. E quem não gosta de se divertir?

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Munik foi sedutora, encantadora e divertida. Além de fazer uma excelente leitura de seus adversários.

Uma grande personagem, sem um grande enredo no BBB. Mas acima de tudo, foi sempre Alegre.

Munik soube jogar e divertir. É com Alegria e ousadia que se ganha um BBB.

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25 comentários em “DivertidaMente

  1. Eu aos 26 anos não tenho a inteligência emocional de Munik aos 19. Quem me dera ter pelo menos toda a sua alegria e disposição.
    No começo eu a achava uma periguete fútil que só tinha ido pra lá arrumar um boy. Mas a “pintura”, segundo harumi, me encantou e me mostrou que se não tem boy, a gente se diverte com a melhor amiga, o que acaba sendo mais legal e divertido.

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  2. Ah, aproveitando a temática do post, vou fazer uma reclamação que nada tem a ver com a Pequi.
    Eu sempre gostei das charges do Maurício Ricardo, mas desta vez ele optou por fazer as vozes na cabeça dos participantes. Mas pô, eu sempre espero tanto a charge final com participação de todos, e ele me vem com as vozes de novo? affe
    Lamentável isso numa edição que renderia muuuitas charges bacanas

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    1. essas charges da cabeça dos participantes é inspirada nesse filme do post, Divertidamente

      e Cissa, sabias q tu és a comentarista primeira do ranking de comentarios? parabens e obrigado por tanta participaçao ❤

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      1. cejura? hahaha
        é porque eu tenho ficado mais de plantão no trabalho do que fazendo tarefas. E também porque em vez de um textão faço vários textinhos.

        Ah sim, eu entendi a proposta das charges. E adoro esse filme. É que na final eu esperava aquela paródia com todos os participantes, por isso me decepcionei.

        E vc pretende comentar masterchef?

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  3. Que leitura suave e gostosa Piloto. Arrasou. Merecia destaque na grande imprensa que hoje em dia apresenta textos rasos e banais.

    Os Blogs, como este, estão arrasando. Nesse BBB seus textos e os publicados no Votalhada foram muito mais criativos e interessantes do que de colunistas ovacionados em espaços da mídia que precisam se renovar.

    Obrigado por pelo gostinho todo especial que você deu ao BBB16 para quem acompanhou tudo com o tempero dos seus textos.

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    1. q bom q gostou, Luana

      Acho q os blog num geral tem mais liberdade pra criar e falar coisas sem censura. Alguns clunistas de midias de maior porte ficam engessados sem poder falar certas verdades ou viram escravos do numero de cliques q eles tem q gerar

      é meu quarto BBB q eu cubro blogando, mais 3 fazendas, a experiencia ajuda a acertar o tom nas postagens

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  4. Sobre um dos comentários acima, eu concordo que é difícil “contar” a história da vitória de Munik no jogo. E não é só porque eu sou fã da Pequi que digo isso, mas teria sido ainda mais complicado explicar a vitória de Maria Claudia… mas não quero falar sobre ela dessa vez, quero expôr minha opinião sobre a “dificuldade” de explicar o enredo da campeã do BBB…

    Sob a ótica individualista (e até lógica, não vou negar) de que quem ganha o 1,5 milhão é o único vencedor e que sua história deveria ser autossustentável, a vitória de qualquer pessoa nessa edição do BBB pareceria aguada, “jogada”… Com a óbvia exceção de Ana Paula, é claro. Mas não vou usar a visão reducionista de que “Munik ganhou porque foi a ‘herdeira’ de Ana Paula”, acho míope de ambos os lados: dos que querem vangloriar Ana Paula por isso e dos que querem diminuir Munik pelo mesmo.

    Eu acho que a grande “história” da campeã desta edição foi contada pelo Bial no pré-discurso do paredão que eliminou Ronan, ao som de “With a Little Help From My Friends” dos Beatles: “Tanto acreditaram que juntos seriam imbatíveis que operaram milagres.”. Ele usou a frase para falar sobre Ronan e Munik, mas é fácil estender isso a Geralda e Ana Paula.

    Unidos por uma aversão ao discurso “monopolizador do bem” (novamente, como bem pontuou Bial), esses quatro conseguiram, em um grupo, ser mais forte do que suas partes isoladamente. E isso é algo raro no BBB. O também vitorioso Lado B ficava muito mais enfraquecido junto do que seus membros separados – o que permitiu aquela outra Ana ganhar força frente a eles e quase vencer. Eu preferi apagar a horrorosa edição 12 da minha cabeça, então não lembro exatamente de como a relação dos membros da Praia poderia se encaixar nessa análise…

    Pois bem, o que eu quero dizer é que a afeição pelo grupo foi possível graças às contribuições de cada um dos seus membros: A explosão de emoções que Ana Paula causava, o jeito divertido e fofoqueiro de Geralda, a sobriedade e (quase sempre) coerência de Ronan e o carisma e naturalidade de Munik se contrabalançavam e faziam cada um deles parecer mais forte do que realmente eram, por tabela. Enquanto, de maneira análoga, no grupo da Meditação os defeitos pareciam muito mais exacerbados quando eles estavam juntos.

    Eu acho que poderíamos levar para a posteridade que essa edição não foi vencida por uma pessoa por um motivo. Foi “vencida” por um grupo de pessoas com uma história que permeou a edição e Munik foi a signatária do prêmio porque, afinal, era preciso escolher um! A história da campeã do BBB16 é a história de um grupo que, contra todas os prognósticos ganhou força junto ao público (não apenas com um nicho da internet, como no 14) e venceu os clichês e chavões de que apenas o ‘bem, diversão, felicidade e ‘curtir a vida'” têm espaço no BBB.

    Quem tentar diminuir a vitória de Munik procurando uma trajetória de campeã individual (não vi isso aqui, mas no Twitter sim) com certeza está tentando apagar da memória os últimos 77 dias de programa. A história tá ali, só não é uma história convencional de UM herói vs vilões. E que bom.

    Curtido por 1 pessoa

    1. ate concordo contigo, felipe, mas num geral quando rola esse bbb de divisao da casa, sempre conta a coletividade do grupo

      praia era mt zzzz, dificil ate destacar alguma qualidade sem ser coração bom

      acho munik uma otima personagem, torci por ela, mas ela nao tem uma historia no bbb.

      ela foi coadjuvante da ana nos conflitos internos e protagonista das festas.

      mas concordo q era um grupo com qualidades distintas, ronan, ana, munik cada um com seu estilo e todos se completando

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      1. Bom, se a vitória da Munik foi uma vitória de grupo, então é natural diminuir a vitória dela, já que ela individualmente não se completou. Concordo com o Piloto nessa, Munik foi uma espécie de gerente de crises, se arriscou pouco, simplificou muito e embolsou o prêmio.

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  5. Adorei, um texto mais leve e divertido, condizente com as duas. Achei genial por parte da produção colocar duas participantes da mesma idade e tão diferentes, da aparência à personalidade. Funcionou demais e mereceram as vagas na finalíssima.

    Bem apontado o fato da Munik não tem um grande enredo (e pra mim nem carisma), diferente da Cacau. O que decidiu esse bbb foram as escolhas de jogo – o melhor critério possível.

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    1. flavita, escolhas no jogo = ser amiga da ana

      qqr pessoa so venceria se fosse a amiga(o) da ana. isso é um fato imutavel

      munik foi otima, a vitoria foi justa, mas nao sei contar uma fabula descrevendo a trajetória da munik

      ela nao teve enredo

      Curtido por 1 pessoa

      1. Mas será que Ana seria tão popular assim sem a Munik?! Dúvido!
        Munik pode ter ganhado na aba da popularidade da Ana, mas a personagem da Ana não funcionaria bem sem uma Munik do lado pra dar leveza, alegria e direção(pq era a Munik que tinha boa leitura de jogo do grupo) pro jogo dela.
        Uma foi fundamental pro jogo da outra. Munik não teria ganhado se não fosse amiga da Ana, mas creio que tampouco a Ana teria chances de ganhar se não fosse amiga da Munik.

        Quanto a história, ela bem que tentou criar um enredo no inicio, fazer um casal bonitinho, perfeito pra caprichetes, mas graças a Deus não conseguiu! E a pessoa que ela tinha mais antipatia na casa(Daniel), ela já deu um tiro certeiro no inicio e o eliminou do jogo…De resto, acho que uma das maiores qualidades dela é justamente não ficar fazendo cena, preocupada com script…

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  6. Piloto, mais uma vez você arrasou no texto. Parabéns. Por favor , comente o Masterchef agora. Eu adoro esse programa e ficaria melhor ainda com seus comentários.

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  7. Só passei pra agradecer Piloto por ter ido até o fim. Sei que miou a viagem pra Alemanha, e faço votos que as portas e janelas se escancarem novamente pra você, Piloto. Acho que você tem um talento pra blog, e que deveria embarcar em criar até mesmo um projeto maior. Mas se o tempo não permite, esse aqui tá do tamanho certo.

    Abraço e estarei ligado!

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  8. No filme a tristeza é meio que escada pra alegria chegar e “brilhar”.
    O jogo de cacau foi muito importante para o programa. Gostaria que ela tivesse agido diferente em vários momentos mas no final fiquei feliz com o segundo lugar. Reconheço as qualidades da Munik no jogo apesar de não ter torcido por ela e vê-la muito como coadjuvante. Assim como ela jogou bem em se aliar a Ana Paula, ela também foi favorecida pelo jogo da “Tristeza” da cacau e assim a “alegria” da Munik ser posta em evidência. De toda maneira, acho que a campeã tem seus méritos mas não pode-se negar que fatores externos (beleza, jogo de aliados e desafetos) foram mais importantes do que as próprias ações da Munik para torná-la campeã. Parabéns pelos textos, piloto.
    Você conseguiu me emocionar, me fazer rir e ter raiva em vários momentos.
    Grande abraço.

    PS: Sou a @ oBBBservando16 q sempre comenta no twitter rsrs

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  9. Ótimo texto, mais ainda o comentário de que só ganharia o BBB quem fosse amigo da Ana. Fato. Os mutirões decidiram muito antes, eliminando pessoas com grande potencial de vencer emocionando e divertindo, mas que cometeram o crime de se indispor com “a favorita”. Qualquer semelhança com a novela não é mera coincidência.

    Curtido por 1 pessoa

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