Retrô BBB8 – O Silêncio dos Inocentes

Dizem que em boca fechada não entra mosca. Mas na oitava edição, a boca fechada quase ganhou o BBB.

A oitava edição é a maior prova que o público votante de BBB não é muito exigente e em muitos casos escolhe seus preferidos apenas pela imagem, sem se importar com o conteúdo.

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Gyselle por menos de 1% quase saiu milionária, mesmo sem ter falado uma palavra naquela casa.

Isso foi o retrato do BBB8.

Acho curioso como a oitava edição do Big Brother tenha sido uma das mais mornas, e no entanto, é o BBB6 quem carrega sozinho toda cruz.

Mais curioso ainda é o fato da primeira celebração do BBB8 não contar com o campeão.

Sabe aquele momento clichê em que todos os confinados entram na casa e começam a brindar pulando e gritando: “O BBB é nosso ahá uhú”?

Então, naquele momento, Rafinha sequer estava no programa. O futuro campeão do BBB8 entrou depois, devido à uma impugnação de um participante que já estava dentro da casa.

Até hoje não entendi direito essa história, mas a versão oficial é que o cidadão era parente de alguém da produção, e por isso não poderia participar.

Mas fato é que Rafinha deu a sorte de entrar mesmo depois do BBB já ter iniciado. E dali por diante, a sorte não abandonou mais o menino emo.

Rafinha foi divertido e tinha carisma. Não torci, mas gostava dele.

O roqueiro soube se portar de forma integra sem sujar sua imagem e captar rejeição. Mas não construiu uma grande história no BBB.

Era o ano do NX Zero, e um personagem emo teen tinha muito apelo.

Apelo e sorte.

O emo ganhou uns 97 carros, 399 motos, 4587 computadores, além claro, do prêmio final.

Como bem definiu o Dr. Marcelo, durante uma de suas 947 brigas, Rafinha é tão sortudo, que ao entrar na casa, já havia outro participante de nome Rafael e por isso, o menino emo foi apelidado de “Rafinha”, com um sufixo no diminutivo, que gera intimidade com o público, além de passar um nome mais teen.

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E por falar em Dr. Marcelo, ele talvez tenha sido o grande nome do BBB8.

Não necessariamente que merecesse vencer, mas foi o Doc Marcelo que tirou a casa do marasmo.

Marcelo era aquele tipo de participante que tira os rivais da zona de conforto. Sem filtro e com instinto confrontador, o Doc batia de frente com todo mundo, despejando toneladas de verdade na cara das pessoas.

Afinal, quem mais teria culhões de perguntar na cara da Gyselle o que ela faria quando as pessoas descobrissem o que ela fazia na França?

Arrisco dizer que essa foi a melhor pergunta da história do Projac. Superando até os incríveis jogos da Angélica no Vídeo Show Games.

Marcelo era tão caótico, que nunca uma camisa do Laranja Mecânica combinou tão bem com alguém.

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Aliás, a pergunta que deveria ser feita é: O que a torcida da Gyselle viu nessa menina?

A cajuína não fazia absolutamente NADA no programa. Passava os dias dormindo, isolada de todos, sem tomar banho ou falar uma palavra.

Gyselle chegou ao ponto de passar uns 3 dias seguidos com uma semente de melancia colada na bochecha, sem perceber que estava suja.

Se dizem que os participantes devem arcar com as consequências de tudo que é dito dentro do jogo, Gyselle quase foi campeã com o silêncio dos inocentes.

Praticamente como Cezar Lima ganhou a bagaça.

Eu diria que a cajuína era a anti-Anamara. Enquanto Maroca morreu pela boca, Gyselle não falava nem pra atender o Big Fone.

E por falar nisso, foi no BBB8 que surgiu o Big Phone. Como forma de criar twists e tirar a casa do marasmo.

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Não posso deixar de fazer meu Recap do BBB8 sem falar dela, a loira furacão que conquistou o coração Pilotal.

Nat Casassola foi puro êxtase e pura emoção no BBB8.

Em 14 edições de BBB, poucas foram as vezes que vimos uma participante tão emocional quando Natalia.

A loira transbordava sexo e choro por todos os lados. Ela era completamente espontânea e inconsequente. Pra quem gosta de participantes sem máscaras, ela era o melhor exemplo disso.

Uma personagem absolutamente humana, frágil e cheia de defeitos.

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Natalia era uma bomba atômica de emoções, com nenhum, absolutamente nenhum controle emocional.

A loira saía da euforia à tristeza em fração de segundos. E nas festas, quando bebia, virava uma tarada devoradora de homens.

Uma pena que ao retornar no BBB13, a loira tenha virado um cubo de gelo.

Nat acabou em terceiro lugar, perdendo a vaga na final pra Rafinha e Gyselle.

No final e na final, tivemos um duelo pelo milhão entre a esfinge muda e o teen sem maldades.

E nesse verdadeiro silêncio dos inocentes, Rafinha, o roqueiro que toca guitarra com a tomada desligada, levou a melhor e se sagrou campeão.

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19 comentários em “Retrô BBB8 – O Silêncio dos Inocentes

  1. “Gyselle chegou ao ponto de passar uns 3 dias seguidos com uma semente de melancia colada na bochecha, sem perceber que estava suja.”

    Sério? Não me lembrava desse detalhe, só da parte que ela nunca lavava a cabeça, só de lembrar fico aflita. Mas eu tinha uma simpatia por ela, não sei explicar, e gostei do menino Rafinha, era legal, embora tivesse pavor daquela turma dele. Natalia e Fernando me irritavam horrores.

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  2. Giselle era toda fake, inclusive ser muda era tudo estratégia. Ela já tinha ganho um RS na França e tinha uma estratégia bem clara participando do BBB. O tipo de cabelo, as roupas tudo era pensado para cativar o publico. Não falava com os colegas, não se expunha nunca, foi um fiasco completo. E foi humilhada por uma das poucas pessoas que ela se deixou aproximar. O maluco do DR. Marcelo. Ele era o único interessado em jogar, mas era um cara que passava só coisa ruim para quem via aqui fora. No final das contas o Rafinha tinha que ganhar mesmo. Já que a Natalia não estava mais ali

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  3. Eu me lembro que a Gyselle ela muito grossa e dava patada em todo mundo, nunca gostei dela assim como tenho antipatia da Natália desde a primeira votação onde ela chorou descontroladamente por ter que dar um voto no confessionário (sério isso?!).

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  4. Adorava a Nat ,torci por ela ,era uma periguete fofa ,tão fofa que quando Marcelo tinha brigado com a casa toda ,ela foi a única que o tratava de forrma amigavel ,achava bonitinho ela o chamar de Senhorr,mas nao satisfeito ele provocou briga com ela ,alegando que ela era egoísta, a fazendo chorar. Por falar no Doutor ,esse rendeu ,ele fazia um jogo suicida ,um jogo interno PÉSSIMO,afrontava a todas até a sua amiga planta Gyselle,acho que como ela era alvo de muitos votos o público a enxergou como perseguição,por isso a adotou. Já o Rafinha ,gostei de ele ter sido campeão, mereceu ,era divertido ,carismático.

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      1. Nat era muito espontânea, mesmo.A loira nem lembrava das cameras ,e viveu de corlo e alma o seu sonho dentro da casa.Pena que no 13 ela perdeu esse jeitinho espontâneo.

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  5. Gostei da Gyselle,Rafinha e Doc Marcelo. Ñ suportava Juliana e outros de tão insignificante nem lembro o nome . Tinha um tal de Papai Vanolli que ñ saía da cozinha irritante .
    Ah! Tinha a Talita Lippi muito legal! Doc a fez chorar como tbm a Gyselle tocando no seu passado em Paris .
    Ñ foi dospiores o BBB8.

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  6. Gyselle, a participante que mais torci contra em todas as edições! A maior alegria que eu tive com um BBB foi ver ela perdendo na final por 0.15% hahaha

    Também não gostava do Rafinha. Obviamente era menos pior que a Gyselle, mas é fácil um dos piores campeões. Venceu apenas pela imagem comercial e pelo jeito carismático, que a mim nunca cativou. Hoje em dia também percebo o quanto ele jogou, mas um jogo que não me agrada, muito calculado.

    Eu odiei essa edição. Lembro que achei ela tão chata e tão carente de participantes legais(a única que conseguiu minha simpatia foi a Natália, Juliana eu gostava unicamente pela aparência e o resto… era resto), que abandonei o programa por anos e acabei perdendo as edições 9 e 10, que parecem ter sido bem melhores.

    E concordo com você, Piloto: falam muito mal do BBB6, mas para mim, esse supera. Por mais parado que o BBB6 tenha sido, ele tinha uma coisa que o BBB8 não tinha, leveza. Não lembro de muita coisa porque eu era criança, mas lembro que eu me diverti assistindo o BBB6 por mais que ele tenha sido uma colônia de férias, ainda mais em comparação com o emocionante(graças a edição altamente tendenciosa, mas é a vida) BBB5. Já com o BBB8, as únicas emoções que tive foram ter raiva do público a cada vez que a planta que não tomava banho voltava do paredão e tirava alguém mais merecedor de estar lá, e nojo a cada vez que o Marcelo gratuitamente humilhava e ofendia alguém numa enorme demonstração de jogo sujo, e o pior: ainda ser exaltado pelo Bial e protegido pela edição a ponto de conseguir voltar de um paredão do qual ele tinha tudo para sair. Acho essa a pior edição do BBB fácil, fácil.

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  7. Aconteceu algo muito estranho nesse BBB… Pouco antes do início do programa de fato (ou logo na primeira semana, não me lembro muito bem), as enquetes e matérias já apontavam a Gyselle como favorita ao prêmio. Aí vocês me respondem: como??? Ninguém conhecia a menina ainda!!! Eu odeio quando as pessoas me vem com aquelas teorias conspiratórias de manipulação de votação do BBB, mas cheguei a cogitar algo do tipo. Simplesmente achei estranho todo esse hype em cima de uma participante que não tinha nada demais à primeira vista (e em todas as outras vistas que vieram a seguir kkkk…).

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    1. Eu não lembro disso pois apesar de já acessar a internet, o único local em que eu comentava BBB era na comu do Orkut. Mas também já li a respeito disso pela internet, aparentemente a Gyselle tinha uma torcida comprada. O que não me surpreende, já que achei o jogo dela uma enganação completa mesmo dentro da casa. A torcida ser comprada me parece bem normal.

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  8. Amava a Giselle e ainda hoje fico abismado que ela n ganhou a edição dela. Claramente manipulado. A torcida dela era gigante e eu digo pq esse foi o BBB q as pessoas das minhas ruas vibravam a cada paredão e prova do líder como se fosse Fla x Flu só pra ver a cara da Juliana, Thati, Fernando e Natália q não tinha outra coisa para falar a não ser falar mal dela. A amizade dela com o Marcelo e o Rafinha foi o q sustentou o jogo. Foi uma edição muita boa, graças ao Marcelo (q só foi eliminado pq foi com o Rafinha), o próprio Rafinha e a sutileza da Giselle!

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